Casamento: Desde Adão e Eva

Casamento é uma celebração cercada de tradições e costumes que podem ser diferentes dependendo das culturas e das religiões.

O casamento é uma tradição milenar, cujos relatos antecedem à era de Cristo. Esta no primeiro livro da bíblia, o Gênesis, o relato da primeira união entre um homem e uma mulher, Adão e Eva, que foram colocados, por Deus, no jardim do Éden com a finalidade de procriar e povoar a Terra.

Ao longo da história, as formas de união sofreram muitas metamorfoses e até há bem pouco tempo não tinham nada do romantismo atual.

O primeiro contrato matrimonial de que se tem notícia é do ano 900 a.C., no Egito. Naquela civilização, as uniões já eram instituições formais. Para os gregos, mulheres, eram propriedade dos homens e tinham que se manter virgem para o casamento e fiel ao marido.

No Império Romano a união ainda era um meio para manutenção da família. À função da esposa era procriar, o prazer fica para as amantes, que eram aceitas pela sociedade, transformando se em concubinas estáveis. A palavra matrimonium era usada para definir o papel da mulher casada: ser mãe. Em contraposição, patrimonium era a parte que cabia ao homem: gerir os bens.

O casamento por rapto persistiu em várias culturas menos desenvolvidas, como tribos bretãs e germânicas, até bem depois do início da Era Cristã, da qual não se conhece a data. O homem que desejasse uma mulher simplesmente a capturava e levava embora. Interessados em reduzir os conflitos tribais, os anglo-saxões trocaram o roubo de mulheres pela compra. O termo dote, se referia à doação que o pai da noiva fazia ao noivo. Na França, o dote latino vigorou oficialmente até 1965.

Reconhecendo o significado político do casamento, a Igreja instituiu a cerimônia religiosa no século IX. Apenas a partir de 1439, depois que o Concílio de Florença transformou o matrimônio no sétimo sacramento  e o casamento tornou-se indissolúvel e foi extinta a autorização familiar e interditadas a poligamia e o concubinato. A revolução francesa, em 1789, teve grande impacto sobre o casamento e uma nova era começou em 1792, quando a Assembleia Constituinte da França instituiu o casamento civil.

O moralismo da rainha Vitória, influenciou muito o comportamento da época.  Ao contrário dos nobres, Vitória se casou por amor e todas as mulheres passaram a querer o mesmo, mantendo o apego à moral típico da rainha e valores como virgindade, fidelidade e dedicação aos filhos. O modelo durou até os anos 60, quando a pílula anticoncepcional acabou com o medo da gravidez fora do casamento, fazendo o tabu da virgindade perder importância.

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