O amor é cego

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É comum encontrarmos pessoas apaixonadas não percebendo ou simplesmente não se importando com “defeitos” evidentes de seus amados. Interessante que muitos desses defeitos até atingem diretamente a pessoa, mas quando questionadas elas negam, justificam ou respondem algo parecido com: não faz mal, eu gosto dele(a). William Shakespeare dizia: “O amor é cego, por isso os namorados nunca veem as tolices que praticam.” – isso explica suas tragédias de amor.

Fica então a pergunta, o que faz com que o amor seja cego? Existem várias razões para isso, mas é importante compreender que as coisas não acontecem isoladamente, e sim num conjunto de coisas que resulta no estado de “amor cego”. Trazemos aqui algumas dessas coisas que comumente influenciam essa cegueira.

Valores: A primeira delas é que as pessoas são movidas, motivadas, por aquilo que valorizam. Quando se tem na escala de valores amor, relacionamento ou paixão, muito elevado isso implica em colocar o relacionamento e/ou a pessoa amada à frente, na hora das escolhas. Se por um lado estar amando produz os hormônios do prazer, da felicidade, e isso é ótimo, por outro lado isso faz com que muitas vezes a responsabilidade com filhos, família, estudos ou trabalho seja deixada para segundo plano ou até negligenciada, dependendo do grau da paixão. É comum pessoas relatarem demissões de bons empregos, situações de risco dos filhos, sem que se percebam; entre outras coisas.

Carência: A necessidade de ter alguém, a carência, é muito confundida com o amor. Estar num estado de necessidade faz com que a pessoa não faça avaliações, pois o mais importante é ter alguém. Em tais condições é comum não filtrar informações, deixando que relacionamentos muito inadequados aconteçam.

Há quem diga também que a gente ama o sentimento, a atenção, o carinho, e isso não se vê, se sente, portanto o amor pode até ficar com os olhos fechados, é só sentir.

Foco: A paixão arrebatadora tem a força de focar exclusivamente no objeto da paixão, ficando tudo o mais no campo da visão periférica, pouco nítido. Somos pura energia e o foco do pensamento, da palavra tem poder. “A sua Energia vai para onde você colocar sua atenção”. Assim, o foco também é responsável por potencializar esse estado, tornando-o ainda maior e mais forte.

Funcionamento da Mente: Segundo a PNL-Programação Neurolinguística, o amor é um “estado” e como todo estado se compõe de três vértices que funcionam simultaneamente.

O primeiro é a fisiologia, que são os comportamentos do corpo nesse momento. Ele é mais relaxado, mais leve, mais focado nele mesmo e nas coisas que o compõe, e que são só coisas muito positivas, harmoniosas e belas e isso produz mais dopamina, o hormônio do prazer, da atração. Portanto, isso explica a idéia de “o amor é cego”. Quanto mais prazer, mais atração pelo objeto do prazer. Estudos científicos com imagens também mostram que os mecanismos cerebrais que nos fazem ter uma visão crítica sobre as atitudes dos outros são desativados quando estamos com a pessoa amada.

O segundo vértice do estado apaixonado é a representação interna dos pensamentos. Refere-se ao filminho que passa em nossa cabeça, e que nos amantes/apaixonados é um verdadeiro romance digno de “Oscar”. As imagens são cheias de luz, cores, movimentos e seus sons muito harmoniosos. Tudo parece embalar a pessoa nessa atmosfera maravilhosa.

O terceiro vértice é a linguagem que acompanha as representações internas e a fisiologia, e esta não podia ser diferente: o apaixonado, aquele que está amando, só fala de coisas boas, interessantes, divertidas, positivas. Ele só fala do seu amor. Até quando a pessoa é mais reservada, calada, ela tem diálogos internos, ela fala com ela mesma o tempo todo das coisas boas desse amor.

Mas podemos nos tranquilizar, a cegueira é temporária. Passada a fase de euforia, em que na maioria das pessoas a visão fica mais comprometida, o equilíbrio se restabelece com avaliações racionais conscientes e escolhas mais equilibradas. Os mecanismos de defesa ficam mais atentos, permitindo que tudo transcorra com mais tranquilidade.

Ame, ame muito, mas mantenha seu discernimento. A vida vale mais a pena quando amamos bem, com qualidade. Tudo é bom quando na medida certa

Fonte: CrerSerMais

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